ATPLAssociação de Turismo da Póvoa de Lanhoso
A região
História
Póvoa de Lanhoso possui importantes testemunhos da sua história que vale a pena visitar, como por exemplo, o percurso medieval. Constituído por belos exemplares de edifícios religiosos, militares e civis, é um percurso a não perder, dado que existem testemunhos artísticos e arquitectónicos de grande importância, nomeadamente na arquitectura românica e gótica.
Dos exemplares do período medieval destaca-se o Mosteiro românico de Fontarcada, as igrejas românicas de Verim e de Lanhoso, o castelo de Lanhoso, a Torre dos Machados, um excelente exemplar de arquitectura civil, as Pontes de Mem Gutierres e de Perozelo e o Pelourinho de Moure.
Não deve o visitante perder a oportunidade de conhecer o Santuário Mariano de Nª Sra. de Porto d´ Ave construído em meados do século XVIII. O roteiro do património não ficaria completo sem uma visita aos melhores exemplares de estilo Arte Nova existentes no concelho, nomeadamente o Theatro Club e a casa da Quinta Villa Beatriz.
O Castelo de Lanhoso é a principal referência histórica e um dos ex-libris do concelho de grande importância na fundação da nacionalidade. Localizado sobre um enorme monólito granítico, o castelo de Lanhoso, um dos mais imponentes castelos portugueses, é um magnífico exemplar da arquitectura militar medieval apresentando vestígios de construção de diferentes séculos.
A 1ª fase do Castelo apresenta um aparelho de construção que pode ser atribuído a um período pré-românico. A 2ª fase de reforma do castelo partiu da iniciativa do Bispo D. Pedro em meados do século XI, na qual introduziram uma técnica muito próxima da românica.
D. Dinis (1279-1325) foi o responsável pela maior reforma do castelo. Nessa altura destruíram-se os 3 torreões pré-românicos da fachada e ergueu-se a torre de menagem. De referir que foi no castelo que D. Teresa se refugiou em 1120, quando era perseguida pelos exércitos de D. Urraca e do Arcebispo de Compostela, Diego Gelmires.
Nele se refugiou D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, dos exércitos de sua irmã D. Urraca que acaba por o cercar mas, perante a impossibilidade de o tomar de assalto, assina o Tratado de Lanhoso. Findo este período, o castelo volta a ser notícia nas últimas décadas do século XII, com um episódio de infidelidade conjugal por parte de D. Inês Sanches, esposa de D. Rodrigo Gonçalves Pereira. O marido, convencido da infidelidade da mulher, manda incendiar o castelo, queimando a esposa e o seu cúmplice, assim como os coniventes com a situação.
O Castro de Lanhoso é um povoado fortificado pré e proto-histórico romanizado, com vestígios de ocupação humana do Calcolítico à Romanização. As casas dispõem-se em pequenos socalcos e apresentam plantas circulares e rectangulares. Fruto da recente intervenção, o visitante pode usufruir de um percurso interpretativo sobre o castro de Lanhoso e a cultura castreja e de um Centro de Interpretação à escala real.
Inspirado na igreja da Nsa Sra. do Pilar em Vila Nova de Gaia e no Bom Jesus do Monte, um comerciante abastado, André da Silva Machado, natural da Póvoa de Lanhoso manda edificar no ano de 1860 o Santuário do Pilar. Igreja barroca, de uma só nave, coberta por abóbada em pedra e altar-mor em talha dourada. Completa esta estrutura uma série de calvários que retractam a vida de Cristo.
A construção da capela do Horto de estilo barroco ficou a dever-se ao Abade de Lanhoso, reverendo Teotónio Moreira. A capela – mor concluiu-se em 1750 e as obras do corpo da igreja terminaram em 1783. Mais tarde foi restaurada, dado o estado de derrocada em que se encontrava a cúpula.
O Santuário de Nsa Sra de Porto D´Ave, Santuário Mariano em estilo barroco, foi elevado à categoria de Santuário Real, em 1873, e constitui, juntamente com as 8 capelas que retratam episódios biblicos e o escadatório, um conjunto de linhas sóbrias mas elegantes. A devoção à Senhora do Pilar, aumentou pelos relatos de milagres concedidos, o que deu origem em 1734 à substituição de uma capelinha, onde hoje é a Capela de Santana, por este templo Barroco. O corpo da igreja, octogonal, revela-nos um trabalho extraordinário de pedraria, destaca-se o interior forrado de azulejo apainelado do séc. XVIII representando vários passos da virgem e o nascimento do menino. A romaria de Porto D´ Ave, conhecida pelos Bifes à Romaria de Porto D´Ave, acontece sempre no primeiro Domingo de Setembro.
Neste santuário encontramos ainda o Museu de Arte Sacra, criado em 2001. Do seu espólio constam várias imagens de Santos, objectos litúrgicos como custódias, relicários em ouro e prata, paramentos bordados a ouro, pinturas a óleo de entidades do clero e uma colecção de ex-votos dos séculos XVIII e XIX, composta por 72 quadros.
O Hospital António Lopes é um edifício do início do século XX, mandado edificar pelo Benemérito António Lopes. Destaca-se a portaria principal, as pinturas no tecto e o revestimento a azulejo dispostos em painéis descritivos do quotidiano povoense.
Mandado edificar em 1910 também por António Lopes, o Theatro Club é um edifício de estilo neoclássico tardio da autoria do Arq. Moura Coutinho. No seu interior o tecto está decorado com pinturas em estilo Arte Nova que representam temas alegóricos às artes da representação.
Póvoa de Lanhoso possui um património natural bem preservado com situações de montanha e de vale. A flora e a fauna são ricas, destacando-se a existência de um carvalho milenar, o Carvalho de Calvos, classificado como árvore de interesse Público.
O Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos é um parque de lazer e de ecoturismo, com 17,300m2 de área, envolvendo no seu seio o vetusto carvalho de Calvos, um carvalho alvarinho com 500 anos de idade, representando um autêntico oásis para quem aprecia o contacto com a natureza.
Dispõe ainda de 3 Praias Fluviais: Praia Fluvial da Oliveira, Praia Fluvial da Rola, Praia Fluvial de Verim (dispõem de um centro de desporto-aventura onde se pode praticar canoagem, slide, BTT) e ainda campos de ténis e piscina coberta.
Este concelho soube preservar os índices ambientais que lhe conferem uma riqueza paisagística de rara beleza, dotando-o de recursos turísticos de grande valor.
Dos exemplares do período medieval destaca-se o Mosteiro românico de Fontarcada, as igrejas românicas de Verim e de Lanhoso, o castelo de Lanhoso, a Torre dos Machados, um excelente exemplar de arquitectura civil, as Pontes de Mem Gutierres e de Perozelo e o Pelourinho de Moure.
Não deve o visitante perder a oportunidade de conhecer o Santuário Mariano de Nª Sra. de Porto d´ Ave construído em meados do século XVIII. O roteiro do património não ficaria completo sem uma visita aos melhores exemplares de estilo Arte Nova existentes no concelho, nomeadamente o Theatro Club e a casa da Quinta Villa Beatriz.
O Castelo de Lanhoso é a principal referência histórica e um dos ex-libris do concelho de grande importância na fundação da nacionalidade. Localizado sobre um enorme monólito granítico, o castelo de Lanhoso, um dos mais imponentes castelos portugueses, é um magnífico exemplar da arquitectura militar medieval apresentando vestígios de construção de diferentes séculos.
A 1ª fase do Castelo apresenta um aparelho de construção que pode ser atribuído a um período pré-românico. A 2ª fase de reforma do castelo partiu da iniciativa do Bispo D. Pedro em meados do século XI, na qual introduziram uma técnica muito próxima da românica.
D. Dinis (1279-1325) foi o responsável pela maior reforma do castelo. Nessa altura destruíram-se os 3 torreões pré-românicos da fachada e ergueu-se a torre de menagem. De referir que foi no castelo que D. Teresa se refugiou em 1120, quando era perseguida pelos exércitos de D. Urraca e do Arcebispo de Compostela, Diego Gelmires.
Nele se refugiou D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, dos exércitos de sua irmã D. Urraca que acaba por o cercar mas, perante a impossibilidade de o tomar de assalto, assina o Tratado de Lanhoso. Findo este período, o castelo volta a ser notícia nas últimas décadas do século XII, com um episódio de infidelidade conjugal por parte de D. Inês Sanches, esposa de D. Rodrigo Gonçalves Pereira. O marido, convencido da infidelidade da mulher, manda incendiar o castelo, queimando a esposa e o seu cúmplice, assim como os coniventes com a situação.
O Castro de Lanhoso é um povoado fortificado pré e proto-histórico romanizado, com vestígios de ocupação humana do Calcolítico à Romanização. As casas dispõem-se em pequenos socalcos e apresentam plantas circulares e rectangulares. Fruto da recente intervenção, o visitante pode usufruir de um percurso interpretativo sobre o castro de Lanhoso e a cultura castreja e de um Centro de Interpretação à escala real.
Inspirado na igreja da Nsa Sra. do Pilar em Vila Nova de Gaia e no Bom Jesus do Monte, um comerciante abastado, André da Silva Machado, natural da Póvoa de Lanhoso manda edificar no ano de 1860 o Santuário do Pilar. Igreja barroca, de uma só nave, coberta por abóbada em pedra e altar-mor em talha dourada. Completa esta estrutura uma série de calvários que retractam a vida de Cristo.
A construção da capela do Horto de estilo barroco ficou a dever-se ao Abade de Lanhoso, reverendo Teotónio Moreira. A capela – mor concluiu-se em 1750 e as obras do corpo da igreja terminaram em 1783. Mais tarde foi restaurada, dado o estado de derrocada em que se encontrava a cúpula.
O Santuário de Nsa Sra de Porto D´Ave, Santuário Mariano em estilo barroco, foi elevado à categoria de Santuário Real, em 1873, e constitui, juntamente com as 8 capelas que retratam episódios biblicos e o escadatório, um conjunto de linhas sóbrias mas elegantes. A devoção à Senhora do Pilar, aumentou pelos relatos de milagres concedidos, o que deu origem em 1734 à substituição de uma capelinha, onde hoje é a Capela de Santana, por este templo Barroco. O corpo da igreja, octogonal, revela-nos um trabalho extraordinário de pedraria, destaca-se o interior forrado de azulejo apainelado do séc. XVIII representando vários passos da virgem e o nascimento do menino. A romaria de Porto D´ Ave, conhecida pelos Bifes à Romaria de Porto D´Ave, acontece sempre no primeiro Domingo de Setembro.
Neste santuário encontramos ainda o Museu de Arte Sacra, criado em 2001. Do seu espólio constam várias imagens de Santos, objectos litúrgicos como custódias, relicários em ouro e prata, paramentos bordados a ouro, pinturas a óleo de entidades do clero e uma colecção de ex-votos dos séculos XVIII e XIX, composta por 72 quadros.
O Hospital António Lopes é um edifício do início do século XX, mandado edificar pelo Benemérito António Lopes. Destaca-se a portaria principal, as pinturas no tecto e o revestimento a azulejo dispostos em painéis descritivos do quotidiano povoense.
Mandado edificar em 1910 também por António Lopes, o Theatro Club é um edifício de estilo neoclássico tardio da autoria do Arq. Moura Coutinho. No seu interior o tecto está decorado com pinturas em estilo Arte Nova que representam temas alegóricos às artes da representação.
Póvoa de Lanhoso possui um património natural bem preservado com situações de montanha e de vale. A flora e a fauna são ricas, destacando-se a existência de um carvalho milenar, o Carvalho de Calvos, classificado como árvore de interesse Público.
O Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos é um parque de lazer e de ecoturismo, com 17,300m2 de área, envolvendo no seu seio o vetusto carvalho de Calvos, um carvalho alvarinho com 500 anos de idade, representando um autêntico oásis para quem aprecia o contacto com a natureza.
Dispõe ainda de 3 Praias Fluviais: Praia Fluvial da Oliveira, Praia Fluvial da Rola, Praia Fluvial de Verim (dispõem de um centro de desporto-aventura onde se pode praticar canoagem, slide, BTT) e ainda campos de ténis e piscina coberta.
Este concelho soube preservar os índices ambientais que lhe conferem uma riqueza paisagística de rara beleza, dotando-o de recursos turísticos de grande valor.